Da pós-verdade

«A palavra do ano 2016 é… “pós-verdade”. E faz muito sentido! Depois de tantos anos a ouvir mentiras, as vantagens da verdade, foram ultrapassadas na nossa consciência, por uma simples aparência de credibilidade.», José Manuel Diogo, JN
 
Segundo os editores dos dicionários Oxford, pós-verdade (‘post-truth’ em inglês) é um adjetivo que faz referência a “circunstâncias em que os factos objetivos têm menos influência na formação de opinião pública do que os apelos emocionais e as opiniões pessoais”.
 
Qual a razão de estar a falar disto hoje? Epá, apeteceu-me. Digamos que tive necessidade de, neste fim de dia, dar nota de que a pós-verdade chegou às berças. E funciona, ó se funciona. Cai que nem sopa no mel.
 
A propósito, a segunda volta das eleições que hoje decorrem na OA foi marcada na madrugada de 19 de Novembro. Verdade? Eu quase que jurava, até fui confirmar e tudo. Nops. Pós-verdade: fiquei hoje a saber que foi, necessariamente, antes de 4 de Novembro. Mentira? Não. Pós-verdade.
 
E lembrei-me agora de uma frase Woody Allen: “Parecia que o mundo estava dividido em boas pessoas e más pessoas. Os bons dormiam melhor, enquanto os maus pareciam aproveitar muito melhor as horas acordados”.
 
E nisto, apareceu a pós-verdade.
Eu lá continuarei a modos que muito apegado à realidade, mas apenas porque me move a gula. “A realidade é dura, mas é o único lugar onde se pode comer um bom bife”. [e hoje deu-me mesmo para o Allen]
 
Toodles! Mais uma moedinha, mais uma voltinha. E sejam felizes, que cada um sabe da forma como se exerce gente.
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2 thoughts on “Da pós-verdade

    • Há efectivamente coisas do caraças. Gabo-vos os poderes de prever o futuro. E não é que houve segunda volta? Coisa que apenas se soube a 19? É premente ir a votos a 6/12. Tanto quanto prestar contas (factos objectivos) do mandato. Mas não é que não houve prestação de contas? Há coisas do caraças. Durante três anos! Pós-verdade? Coisas do caraças. Não falemos delas todas. Ou então falemos. E prestemos contas um ao outro. Ups. Não dá. Primeiro há que ir a votos. As contas ficam para depois. Será embirração minha, por certo. Aliás, só pode ser. O resultado das eleições assim o diz. O que é curioso é que até poderiam ter tido mais um voto. Mas tenho essa embirração. Das contas. Ou então poderiam ter tido mais uma lista. Isso às tantas era uma maçada. E a pressa era muita. E sem contas, resumem-se a uma “aparência de credibilidade”.

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