Os usa, o Planeta e… estas eleições acabaram de começar

planet-earth

Começo de forma simplista, informativa e politicamente correcta.

Entre os seis fusos horários de lá, cá só por volta das 4:00, de terça para quarta saberemos quem perde as eleições nos USA. Se o mundo; se trump, seus capatazes e filhos-da-puta que nele votam. Insisto que Hillary está longe do desejável (mas espero que tenha oportunidade de nos surpreender).

Não sou avesso a coisas novas – luto por elas, aliás -, mas o racismo, a misoginia, a homofobia, a mentira, a instrumentalização das gentes não são coisas novas. Todos esses muros se materializam nessa coisa velha, agora.

Quarta-feira saberemos. E, insisto, o parágrafo acima foi excessivamente simplista. Mas o texto não acaba aqui.

Agora falemos MESMO a sério. Que lição tiramos disto? É que estas eleições não acabam amanhã. Nas eleições de todos os dias todos temos direito a voto. Essa coisa chama-se SER HUMANO, SER CIDADÃO!

Estas eleições foram feitas para provar que estamos à beira do abismo.

Uma coisa é segura. Ganhe quem ganhar será uma espécie de fim do mundo em cuecas de elástico. Tudo depende se será por anos e à escala global, ou por meses, nos usa que pariram este estupor com cor de cheetos.

Se a coisa-vade-retro-satanás for o novo potus, vira-se o avesso do avesso (e isso não equivale a ficar direito) e entramos por caminhos que posso adivinhar equivalentes a uma guerra fria que vai ferver. A Europa, a China e a Rússia terão de dizer de si.

Se a Hillary vencer, como espero (e a coisa-alaranjada jamais aceitará os resultados), vejo uma “américa” a ferro e fogo. Durante um ou dois meses. Talvez menos, talvez mais. O estupor incitará à violência, tal como vem fazendo desde há um ano. Mas depois acalmará, aparentemente. Ele não sonhou chegar aqui. E lançará tv’s, jornais. E a tusa de mijo (pardon my french) de quem nele votou acabará na sanita. Porque o seu “maxi-me” cavalgará a onda que o fez entrar nisto. Ganhar dinheiro.

Mas é hora de não sorrir.

Que o diabo está… ia dizer nos detalhes. Mas neste caso os diabos são notórios. Não carecem de lupa para serem vistos.

Demasiados aplaudirão cada vómito trumpiano. E daqui a quatro anos teremos mais do mesmo.

Não podemos deixar que isto se repita. Não podemos mais estar dependentes de um país assim. Um país onde cerca de metade da população ainda se julga cowboy a dizimar índios. Um país onde matar é uma espécie de Direito (se fores branco). Se o mundo e os seres humanos desse país de fraldas não atalharem; se não tiverem aprendido nada com isto, duvido que o Planeta nos aguente por mais quatro anos.

Não podemos, por melhor que seja o melhor deles, aguentar mais isto. E nem o melhor deles nem o melhor de nós conseguiram parar esta onda. A seguinte virá em forma de tsunami.

A Democracia não é isto. Esta máscara de si. Não será isto. Um instrumento de ignóbeis disfarçados de gente.

Temos que nos superar. Porque o mundo não acaba em nós. Aliás, o melhor do meu mundo tem nove anos.

A quem ache que sonho uma mudança impossível, dedico o pesadelo do “day after”. Já depois de amanhã.

Quarta feira acordaremos, até aí estou seguro.

O resto dos dias da semana abrirão noticiários. Não por quem ganhou. Mas por quem morreu.

Se, depois deste inditoso ano e meio, nada tivermos aprendido, merecemos todos os trumps. Mas os nossos filhos seguramente que não. Amanhã não é apenas dia de escolher entre trump e Hillary. É, mais do que isso, dia de decidirmos que vida queremos. Ganhe quem ganhar, nada será como dantes.

Como se muda isto? Simples. Mudando de vida. Radicalmente.

Renunciar a essa possibilidade, acreditar em inevitabilidades, em forma de holocausto putinesto ou pós-trumpiano, seria renunciar a Ser Humano.

Isto muda-se, creiam. Desde que levantemos o cu do sofá e pensemos além da nossa sombra de vida.

Estas eleições, nesta “Roma de agora” (de onde país algum está excluído), não acabam amanhã. Como disse no título, estas Eleições acabaram de começar. E nelas todos votamos. Nestas todos somos eleitos. Ou então não.

É bonito, o nosso Planeta, não É? Uma coisa é notória, ou atalhamos, ou não restará ninguém para transformar (por escrito) este “É” num “foi”.

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