Before the Flood, trump e “quem está fora racha lenha”

trump não é (não seria), em si, uma ameaça. Toda aquela mediocridade é o espelho de grande parte, quiçá da maioria, do que resta da “humanidade”. E, então, trump, uma espécie de buraco negro, um tipo que podemos encontrar em qualquer lado, é uma metáfora dos tempos. Ele absorve o pior do lado negro do que é “existir” em XXI. Ganhe quem ganhar, terça feira, estas eleições são a spitting image do quão perto estamos da derrota. Da derrota do Ser Humano, que espero que não equivalha à derrota do Planeta.

Mera introdução ao “Before the Flood”, que vos aconselho a ver. O menor dos nossos males é a possível vitória de um tijolo com olhos. E, não creio que tal venho a acontecer. Claro que temo, porque aceleraria o processo. E impossibilitaria qualquer recuo. Claro que temo porque representaria algo como o fim da esperança última. E claro que não vejo na Hillary uma solução. Pela primeira vez, opto pelo pior do males (crente de que a Hillary terá absorvido um décimo do que Bernie Sanders lhe pretendeu explicar). Ciente de não é nada que se pareça com “suficiente”.

Não faço a menor ideia se é possível evitar o que parece inevitável. Andamos há demasiado tempo a ser predadores da Terra. Fazendo de conta que somos donos dela. E depois ficamos muito chocados quando ela riposta. E depois ficamos muito chocados quando é possível o pior de nós ser eleito presidente de um país que é uma súmula do que hoje o mundo “civilizado” é.

Esta semana, a propósito de outras vidas e outras andanças, um indivíduo rememorou o que chamou de um dito infantil, mas que elegeu como mote de vida (imagino que da dele). “Quem está fora racha lenha”. O problema começou em homens e pensamentos como este. Que, por séculos, puseram outros a rachar lenha.

Neste Planeta todos estamos dentro. Todos somos responsáveis. Será, temo, demasiado tarde. E agora vejam o documentário. “É mais um”, diria quem manda os outros rachar lenha (e já não falo de tipo lá de cima, que aqui usei como mera metáfora). Foram demasiados séculos de energúmenos armados em senhorios do Planeta (dos seus pequenos planetas)

Este documentário alerta-nos, de forma definitiva, para o estado das coisas. Do Planeta que habitamos. Andamos há demasiado tempo a cuspir nele. Ainda que já não vamos a tempo, é hora de atalhar (e agora não entram os violinos; falo sério).

A Terra em boa hora nos cuspirá. E não será politicamente correcta. Se é possível virar isto de forma a que a nossa casa comum não nos mande infinito afora? Não faço a menor ideia. Vejam o documentário. E não rachem lenha.

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