Da Alemanha-üA e dos putos do sul

NOVA ORDEMOuviram, leram, viram a entrevista do Stiglitz à Antena 1? Ignorem. Como ousa o Nobel dizer que austeridade não é remédio? Olhem os países do sul da Europa. Olhem como sorrimos, antes das primeiras chuvas.

Vamos curtir esta diversidade austeritária. Os nossos filhos depois resolvem. Agora é mazé curtir a fome e andar de braço dado com a vontade de comer. E se a fome se vender à vontade de comer, seremos ainda mais felizes.

Creiam, ainda não vimos nada. Mas eles, os putos, depois resolvem. Ontem li uma entrevista ao Spiegel de um idiota da CSU (quasi-ex-mano da CDU), depois de a CDU ter sido varrida pela extrema-direita da AfD, num Estado do nordeste da Alemanha. A ideia do bicharoco (Markus Söder) era mesmo a de que eles trabalham, nós (os do sul) gozamos. Até dou de barato a ideia de gozar a vida, tal como dou de barato que trastes como este funcionam bem com ou sem bigode. Assim como relembro duas guerras mundiais, provocadas… pelos países dos sul. Duas Europas destruídas, e esta terceira que nos encanta.

Este post não pretende ser uma defesa da Merkel (de todo – ainda não perdi a memória), mas não deixo de sublinhar que até ao famigerado tratado tampão UE-Turquia, a Alemanha foi o único país da UE que realmente acolheu refugiados. A Alemanha pós-Merkel (ainda que com-Merkel) será a AfD (neo-nazis não declarados que remeteram os neo-nazis do NPD a menos de 5%) e gajos como Markus Söder, que começam a aparecer que nem cogumelos. E, claro, não faltarão os Sigmar Gabriel (SPD), a cavalgar a onda anti-refugiados. Urge uma grande coligação, onde não faltará também a CDU. E eventualmente a própria Merkel, que quer muito fazer de Führer e está muito arrependida de ter trocado muros por pontes. Nada que a própria CDU/CSU não esteja já a tentar remediar. A palavra “expatriação” é de ordem, na nova Germânia. E encherá cartazes.

Proponho um novo nome, para essa coligação. DüA. E daqui peço à DüA que perdoem a Merkel. Ela, pobre diabo, acreditou mesmo que a França partilharia esforços para reabilitar o nome da Germânia. Enganou-se. E a vingança será terrível. Ela e o “prince” Söder (não se esqueçam deste nome), o Schäuble e os fachos do Afd e do NPD unirão esforços. A esquerda alemã é um não-facto. “Die Linke” em breve deixará de ser nome de partido.

E… DüA. Deutschland Über Alles. Exagero?, não creio. Tudo palavras do Söder, um príncipe germânico.

Mas não percam muito tempo a stressar. Deixemos essa herança para nossos filhos. Para já, bute mas é surfar esta onda austeritária. Em último caso, temos sempre os tremoços. E deixemos herança aos nossos filhos. Um oven dodger para cada um… mas assim mais abertos, onde o porteiro não seja tão exigente.

Em 2045, passados cem anos, deixarei de escrever posts destes. Seria bom sinal; bom sinal que o louco fosse eu. Isso faria do futuro do meu filho algo mais saudável. Tipo; e chega de distopias, que a Alemanha é o futuro. E morte é vida. Alemanha é a Europa E pluribus unum.

 E a Ironia é uma mera figura de estilo.

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