Dos filhos-da-puta

judasO meu pai, com alguma razão, acha que exagero nos palavrões que por aqui escrevo. Sucede que, quando estou demasiado cansado, ou demasiado sem paciência para recorrer a figuras de estilo, fica mais simples chamar filho-da-puta a um filho-da-puta (e esqueçam lá essa coisa de a mãe não ser para aqui chamada, que o apodo nada tem a ver com a mãe). Chamar cabrão a um cabrão. E mesmo quando abunda o descanso, quando a paciência transborda, mesmo nesses casos, não há nada como chamar boi a um boi. Agir perante estes seres de acordo com o que eles são.

E digo-o aqui como o digo na vida cá fora. Eu e todos. O palavrão faz parte da vida. Até cabe no dicionário. No que me toca, tento apenas usar as palavras, apontá-las a quem entendo. E na verdade, cá fora, uso-as como todos o fazem, apenas não mudo aqui dentro. Tento é não me ficar por aí. Que a palavra cão não morde e é urgente que os filhos-da-puta sejam assim chamados, e reconhecidos com letra de lei.

A ironia de tudo isto é que a sociedade aponta a dedo quem usa o palavrão e raramente atenta naqueles que… são o palavrão (dizem-no entredentes, mas raramente passam daí). Identifica, porque fica escrito, quem diz “aquele filho da puta”, e tem muita dificuldade em apontar o dedo a quem assim se exerce. A razão de tal vai desde o facto de haverem sido muito bem-educados (eu também o fui), a mamarem na teta do dito cujo, a não passarem de meros cobardes, ou… a usarem outros meios eventualmente mais profícuos (vénia à excepção).

Percebo o meu pai (também sou pai), e sei exactamente o que o preocupa. Porém, é cada vez mais urgente apontar a dedo os filhos-da-puta, provar que o são, exigir que assim os reconheçam. Isto de assim os chamar, aqui neste enrodilhado social, é apenas para que eles saibam que eu sei. O resto virá com o tempo. Passar das palavras aos actos (se calhar até já aconteceu, sei lá…). E escrevo num tempo em que me foi dado a ver o maior dos filhos-da-puta. Um verdadeiro senhor, no reino da filha-da-putice.

Se me limito às palavras?, o passado o desmente, o futuro o confirmará ou não.

Se é inteligente dizê-lo assim? Aqui e agora? Isso é coisa que fará, ou não, parte do todo. Posso estar apenas a usar palavras, pode fazer parte de uma estratégia minha. Ou posso apenas ser um idiota útil (não te parece, certo?).

Seja lá como for, esta mensagem chegará ao destino. Eu sei de quem falo. E estou certo que não estou desacompanhado. A ideia passa também por aí. Apetece-me que ele se preocupe. Não só comigo. Mas com a Justiça, que tardará mas chegará.

Era só. E não nomeei ninguém, mas ele sabe. As gentes sabem. Isso, de nomear, fica para outros lugares, outras instâncias, outras bengaladas onde não usarei palavrão.

Objectivo cumprido. Se é útil, este meu exercício? Já foi.

A palavra cão não morde. Mas tu mordes, pisas, “matas”. Como raio hei-de explicar exactamente o que és? Filho-da-puta assenta bem, por ora.

E que raio tenho eu a ver com esse teu exercício pleno da palavra? Tudo, biltre. Tudo. E ainda que nada fosse, seria por uma questão de higiene. O mundo precisa de saber quem és, o que fazes, o que fizeste, quem atropelaste. E tu sabes os caminhos que caminhaste. O quanto te vendeste e quem vendeste. Para que o teu tapete fosse vermelho. De alguma forma o conseguiste. É vermelho, sim, de sangue.

Mas o que me move? Acredita, tem mais a ver com o passado do que com o presente que exerces e te revela. Em suma, não me apetece “marrar” contigo. Tenho de o fazer. Porque sim. Coisas cá minhas, e só minhas (e tuas).

De quem estou a falar? Epá, do trump, do órban, do putin… Ou então estou mesmo a falar de ti, a quem o correio levará esta carta. Por certo esta carta “aberta” representa mais do que um só “ser”. Amanhã, o infame erdogan saberá que é dele que falo.

Certo, filho-da-puta? Só mais uma cena… Se eu estou pronto a substituir o “filho-da-puta” pelo teu nome? A seu tempo. Mas preferes agora? Basta pedires. Irá é um pouco mais ilustrado… com factos. E pronto, era isto. Não gosto nada de ti… erdogan.

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