Carta cerrada ao Público, onde se reclama um joãomigueltavares-blocker

Caro Público,
JMT CMComo teu assinante, peço-te um joãomigueltavares-blocker. Não tem nada a ver com esquerdas e direitas. É que o fulano, para além de não alinhavar uma ideia, interrompe-me a leitura do jornal com os títulos idiotas que vai parindo (e ainda por cima escreve pra caraças, coisa habitual em quem tem nada para dizer).
Por exemplo, estava agora a ler sobre o biltre do erdogan (creio no fogo amigo, todo poderoso) e aparece-me aquela “caguinha de cagneigo mal mogto” — sim, estou mui sordidamente a referir-me àquela linguita presa que parece estender-se ao cérebro — com mais um título à correio da manha (saiu de lá com a escolinha toda).
E pimba, passo para o Expresso. Não me irrita, sequer. É tipo: o que raio está a fazer uma crónica do correio da manha no meio do Público?
Estou a falar de um cronista medíocre a quem saiu a sorte grande quando o Sócrates (estupidamente) lhe moveu um processo crime. E, visto daqui, gosto tanto do Sócrates como imagino gostar de levar com uma injecção na testa.
Há tanta gente de direita a escrever de forma decente (decente não equivale necessariamente a vénia de concordância, entenda-se). Esse vosso pobre soldado arrazoador já se esgotou (palavra com origem em esgotar e esgoto). Croniquetas redondas, às quais muda o título e as palavras. Uma espécie de chagas freitas do jornalismo (esse, ao menos, promete falhar e cumpre com denodo).
Se vende? Epá, a corneta do diabo dos tempos que correm também vende. É o que mais vende.
No que me toca, não levo mais com esse tropeço. Clonem o Pedro Mexia e eu renovo a assinatura por dez anos.
E não, joãozinho, não me incomodas da forma como gostarias, apenas gosto de ler o Público. Se optasse pelo microfone atirado ao lago, serias o meu ídolo.
Para terminar, e para te demonstrar que estás agora ao nível da trombeta. Quando estive na Jugular (estavas tu no DN), e tendo como “pombo-correio” a Fernanda Câncio, até trocámos umas ideias interessantes. Depois, puseste-te em leilão, saiu-te a tal da sorte grande e deu no que deu. Deu merda.
Caro Público, como é a nossa vida?
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3 thoughts on “Carta cerrada ao Público, onde se reclama um joãomigueltavares-blocker

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