Linhas Vermelhas

Linhas Vermelhas Folheava este “Linhas Vermelhas”, do José Manuel Pureza, que os meus sogros me ofereceram, e entre o índice e aquelas outras coisas que namoramos quando tocamos um livro novo, parei para ler a dedicatória. É a dedicatória do livro e ao mesmo tempo uma dedicatória mais abrangente, aquando da morte. Ao Miguel Portas​​, está visto. Mais velhos ou mais novos, o homem tocou-nos a todos, daquela forma que só os grandes Homens sabem fazer. Não é bem “saber fazer”, é fazer, mesmo. Como só os grandes Homens fazem. E, depois de ler as palavras do JMP, dei por mim a pensar. Que grande merda seria este mundo sem a Esquerda. As Mulheres e os Homens de Esquerda. Bem sei, bem sei. O mundo às vezes parece uma grande merda, de maleitas muitas. Mas sabe bem viver. E lutar para curar e ser curado. O JMP chama-lhe “vida em abundância”. E depois também fala da “ofensiva da tristeza”, contra a qual temos de nos erguer. E nem me peçam para me pôr a elencar as mais valias da esquerda para o mundo. É demasiado óbvio. São demasiado notórias. E eu tenho abundância de falta de paciência. E também não me falem do que não reconheço como Esquerda. Falo da Esquerda. Quem me conhece sabe a quem e ao que me refiro. Nos meus textos tenho tentado ilustrá-lo. E ainda que não. Sei eu. E sinto-me bem por isso. Tanto que ainda agora estava a ler, agora já estou a escrever. Vim do outro lado, sei bem do que falo. E era só.

Anúncios

2 thoughts on “Linhas Vermelhas

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s