Όχι-Portugal

Sexta e sábado vão ser ainda mais desconcertantes do que o resto desta semana. O nauseabundo pagode enfeudado vai estrebuchar para que não haja amanhã. E amanhã é Domingo.
Όχι.
E tenho uma novidade para vós, little people. Não podereis votar. Que pena não tenho. O triste desta história é mesmo não serem capazes de perceber que do “não” grego depende o futuro da Grécia. Esta é a parte em que “apelo” ao altruísmo – tá bem, bzzz.
Vamos agora ao egoísmo. Do “não” grego depende o vosso futuro, porque se a Grécia cair, Portugal leva um trambolhão sem remédio e sem volta. E não haverá Alemanha que vos safe. Acham mesmo que o prof-rodinhas pensará duas vezes antes de chumbar o aluno que era “bom”? Era bom porque fazia de kapo, num campo de concentração nazi. Era um bom instrumento. E se Roma não pagava a traidores, a Alemanha menos o fará. Todos desprezam a forma como escolhemos não existir. Até quem nos enfiou as pilhas no cu de Portugal.
Nós não temos alternativa (por vossa culpa, que os coelhos não se elegem sozinhos). A Grécia tem várias. Lamento tanto. Não lamento que a Grécia tenha alternativas, como é óbvio – óbvio; mas um gajo também tem de escrever para a mediocridade e para a iliteracia. Não lamento por vocês, barrigas de balcão. Lamento a vossa indigência mental, pela minoria nossa que lutou (lutou!) para que este Domingo acontecesse (podia ter assumido várias formas, saiu esta). Lamento pelos nossos filhos. Lamento que eles sejam os danos colaterais da vossa cobardia. Lamento por este portugal dos pequenitos, que enche a barriga aos grandes.

Portugal do PequenitosMas está a acontecer. Finalmente, está a acontecer. Não faço ideia do resultado de Domingo. Mas saia não ou saia sim, nada será como dantes. Esta “europa” acabou. O euro perdeu a pouca credibilidade que lhe restava. O mundo assistiu. Viu e não esquecerá. Até os “mercados” perceberam. Esta “europa” é um flato. Um όχι.
Não alinho em idolatrias, abomino este sebastianismo que nos tolhe os movimentos. E isto não contradiz o que de direi de seguida. Mas. Sabia!; há anos que o sabia. A História mo afiançava. Haveria um Homem. Não imaginava que fosse homem, que fosse Grego e que tivesse um filho chamado Ernesto. Não me contradigo, repito. Tsipras caminha ao lado dos seus iguais. Não se põe em bicos de pés, Não é um chefe, desses dos de cá, de berro e padrinho em punho,
É apenas um Homem que ousou ser Homem. Um Homem que ousou liderar um Povo.
Povo! Não sabem o que é Povo? O vosso avesso. Por falar em avesso; os henriques do expresso. Um deles diz que não foi lá que nasceu a Democracia. E usa aqueles argumentos simplistas, como se um milénio fosse um dia. Nasceu lá sim. E, mais importante, renasceu lá. Em pleno século XXI. Não é o Tsipras que é desconcertante, sois vós que sois medíocres.
Da crueza destas linhas, na parte em que Portugal não é, excluo quem, por natureza, excluído está. Tem sido dura, a luta. Continuemos. E já não sei – francamente que não sei – a quem se aplica o ser português. Se à cobardia, se à falta dela.
Seria mais fácil se nos remetêssemos a esta parte do Portugal de O’Neill: “se fosses só o sal, o sol, o sul”
Mas o poema-sentença quer-se lido até ao fim.

“Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós…”

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