Portugal deu a volta, sim. Falta agora dar a Revolta.

Falta dar a Revolta

Já quase nem dá para comentar, sem ser com um pano encharcado enfiado nas trombas destes soldados de SSchäuble, que todos os comentários certos a esta propaganda fascista já foram mil vezes repetidos. Ainda assim, e porque eles insistem na mentira, na esperança de a vender como verdade, aí tem de seguir mais um. Singelo.

Portugal deu a volta, sim. Basta olhar uma qualquer rua, despida de gentes de dia, repleta de sem-abrigo à noite. Basta olhar as lojas que já não são, basta olhar a economia real, o número de insolvências a aumentar. Basta olhar os mortos; de fome, de doença, de desespero. Basta olhar os que não nasceram, porque o povo aguenta mais austeridade. “Ai aguenta, aguenta!”. Basta olhar a onda de emigração, alimentada pelo desemprego dos jovens. Basta olhar as nossas universidades, vazadouros de mão-de-obra qualificada para o estrangeiro. As saídas profissionais são entradas de aeroportos. Basta olhar o olhar dorido e sem amanhã de quem por cá se aguenta. Basta olhar esta Europa feita por ricos que se alimentam de pobres. Basta olhar esta falácia do euro, moeda inventada para alimentar a banca e quem a serve. Em suma, basta olhar à volta. E ter memória, veículo da mudança.

Portugal deu a volta, sim. Basta olhar! Falta agora dar a Revolta. BASTA!

Treason charges: What lurks behind the bizarre allegations

“Instead of indicting, and persecuting, those who, to this day, function within the public sector as the troika’s minions and lieutenants (while receiving their substantial salaries from the long-suffering Greek taxpayers), politicians and parties whom the electorate condemned for their efforts to turn Greece into a protectorate are now persecuting me, aided and abetted by the oligarchs’ media. I wear their accusations as badges of honour.”

Yanis Varoufakis

The bizarre attempt to have me indicted me on… treason charges, allegedly for conspiring to push Greece out of the Eurozone, reflects something much broader.

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“privatize-se também a puta que os pariu a todos”/paf

Saramago

«privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu,
privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei,
privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno
e de olhos abertos.
E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar,
privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez
a exploração deles a empresas privadas,
mediante concurso internacional.
Aí se encontra a salvação do mundo…
E, já agora, privatize-se também
a puta que os pariu a todos»

José Saramago, in Cadernos de Lanzarote – Diário III

Não se lembram? Votem psd e cds. Votem paf.

paf“Passos reivindica herança de abril no programa da coligação para o Estado Social”. Este grandessíssimo e rematadissíssimo facho, que deu cabo de do Estado Social e da herança de Abril, não tem mesmo vergonha. Tem o povo que vota na conta de imbecis, que esquecem em três meses as torturas de quatro anos. Talvez tenha razão. Dia 4 de Outubro se verá.
Lembram-se de quando o contrato social com o Estado não tinha sido unilateralmente rasgado por estes avençados do IV Reich? Lembram-se de quando “adquiridos”, usado a seguir a “Direitos”, significava algo? Lembram-se de tudo o que perderam? Lembram-se de não ir ao aeroporto, uma ou duas vezes por ano, buscar quem estes estupores mandaram partir? Os vossos filhos e netos?
Não se lembram? Votem psd e cds. Votem paf.

Ou então sejam Astérix e façam PAF! a este exército invasor.

… de pé e de toga vestida

Venham eles. Venham os processos crime todos com que me ameaçam. Venham. Esta semana foi profícua em ameaças desse cariz. Não se fiquem pelas ameaças, encomendadas aos vossos moços de recados. Avancem. E lá dentro farei a defesa de cabo a rabo, embora (ditadura oblige) com condenação certa. Mas, sublinho, direi tudo. E tudo é tudo. É que tenho o estuporado hábito de não me calar. E a fortuna de, a cada post que faço, receber uma série de mensagens suculentas. Doravante assim será. E vai melhorar (ou piorar, depende do ponto de vista). E sentarei o cu no mocho as vezes que forem necessárias. Mas de pé e de toga vestida. Nasci em Democracia, vou morrer em Democracia.

Protegido: Votem paf, votem contra a peste grisalha.

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“O que é que Ricardo Salgado tem?”, Nicolau Santos

Finalmente, o Jornalismo saiu à rua e começou a questionar os x-actos de quem parece querer transformar a Justiça na sua negação. A Justiça não tem donos, em nenhum dos lados da bancada. A metafórica venda na estátua não é sinónimo de mercearia ou avença, mas de “faixa com que se cobrem os olhos”. Não para que não se destrince o certo do errado, mas precisamente para evitar uma Justiça para filhos e outra para enteados. Há que pôr parança a isto, sob pena de um dia vermos um qualquer clone do carlos alexandre a dirigir um tribunal plenário, esses infames alicates de justiça política do Estado Novo. Dito isto, segue-se o artigo de Nicolau Santos.
NS

(clique na imagem para ler o resto do artigo)