Stewie Griffin e o interrogatório a Sócrates

stewieFoi o Stewie Griffin. Foi ele, sim, quem cedeu a transcrição do interrogatório a Sócrates à Sábado. Não pode ter sido o procurador e obviamente não pode ter sido o juiz. São magistrados, caramba. E os magistrados estão acima de todas as suspeitas. Nem sequer têm grupos no facebook dedicado ao tema “Vamos tramá-lo”. Quem ganha com mais este pontapé no Segredo de Justiça é claramente o Stewie. Se, entre quem tinha acesso à gravação [e Sócrates não tinha], para além dos magistrados acima de toda a suspeita, fizermos uma investigação [daquelas longas e intrincadas, afinal tanta gente tinha acesso a gravações a que só o Tribunal tinha acesso], chegamos de imediato ao Stewie. Por exclusão de partes, e porque quem de três tira dois… foi o Stewie. Rosemary’s baby!

Não li as transcrições da Sábado, mas do que fui lendo, aqui e ali, nota-se claramente que o procurador anda à pesca. E a indignação de Sócrates é mais que legítima. Novo aeroporto de Lisboa, Vale do Lobo, Duarte Lima, Quinta em Sintra. Tudo lhe foi atirado, sendo que o interrogatório tem um fio condutor que suplanta os melhores dias de Kafka.

“They’re talking about things of which they don’t have the slightest understanding, anyway. It’s only because of their stupidity that they’re able to be so sure of themselves.” ― Franz Kafka, The Trial

Só faltou mesmo [mas aguardemos novas revelações num qualquer pasquim] questionar o arguido acerca do seu papel na Extinção dos Dinossauros, nos Submarinos do Portas, no caso Watergate, na questão do Papel Comercial do GES e nos ET acidentados em Roswell. Ah, e já me esquecia: no “caso da venda da TAP” [o nome oficial da nascitura investigação deverá ser algo tipo “TAP 44 – Mayday”].

ADENDA: após ter lido o que a revista seleccionou do que lhe deram para seleccionar, mantenho o que disse no post. À pesca do procurador acrescento a do inspector da fazenda. Se provas houvesse, se tivessem documentos e o mínimo fio-condutor, já o teriam revelado. Um e outro assumem que escondem e escolhem mostrar o que bem entendem, na tentativa de que o arguido lhes faça ver a luz. Ignóbil, vergonhoso e a negação do que deve ser a realização da Justiça, assim como os meios para a descoberta da verdade material, num Estado de Direito Democrático. Isto não é um inquérito, é uma investigação por arrastão. Uma caça ao homem. Uma tortura. E nesta adenda não uso metáforas de espécie nenhuma.

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