Disse não

Disse não e fez bem. Não a este arremedo de Justiça; anuir seria pactuar com essa coisa. Guardo da mensagem a palavra “confissões” [assim mesmo, entre aspas — apenas imagino os acordos já feitos nos bastidores]. Agora, resta ao “super-juiz” [e “super-juízes” é o que mais há desde a reacção setembrista] ver o que calha melhor ao objectivo, arredio ao Estado de Direito Democrático. Se mantê-lo em preventiva, se colocar-lhe um polícia à porta. Ele pode recusar a pulseira electrónica, não pode recusar a prisão domiciliária vigiada por outros meios.

O homem vai obviamente ser julgado e condenado [já o foi, de resto]. Da existência ou não de culpas duvido que algum dia saibamos. O povo sempre olhará ao fumo, ainda que fogo não veja. A nulla poena sine culpa voltou aos canhenho de doutrina para não usar. Assim como nos tribunais d’antanho. Plenários, se chamavam. E eram plenos, plenamente condicentes com o regime. E não, não embarco na onda do “preso político”. Por paradoxal que pareça, tendo em conta o que atrás disse. Só gostava mesmo de ver uma Justiça d’acordo com a Constituição. Mas isso seria pedir demais, abuso não condicente com este regime.

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